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Formação
do cabo
Há cerca de um milhão de anos os ventos, as
correntes marítimas e as marés começaram
a depositar sedimentos entre três antigas ilhas –
atualmente conhecidas como morro do Mirante, do Forno e
Pontal do Atalaia –, incorporando-as ao continente
e formando, assim, o cabo onde se situa a cidade.
Primeiros habitantes
Eles eram nômades e chegaram à região
há cerca de cinco mil anos. Viviam em pequenos grupos
no alto dos morros e desciam apenas para buscar alimentos,
basicamente peixes e moluscos.
Ocupação indígena
Os tamoios eram, na época da chegada dos portugueses,
os habitantes mais comuns da região, embora existissem,
também, tribos de outras vertentes tupinambás.
Essas tribos consumiam, basicamente, peixes e crustáceos,
e complementavam a dieta com o consumo da mandioca e com
os animais da caça. A produção de cerâmica
se destacava nessas tribos, que também marcaram participação
nos conflitos que viriam a ocorrer entre portugueses e corsários,
principalmente franceses.
Descoberta
Após decidir se separar do resto da frota da segunda
expedição à costa brasileira, Américo
Vespúcio navega rumo ao sul, chegando à praia
atualmente conhecida como "Praia do Forno" e ancorando,
logo em seguida, na Praia da Rama (atual "Praia dos
Anjos"). Ao lugar, deu-se o nome de Cabo Frio, devido
a fatores que, de certa forma, fascinaram os navegantes.
Dentre eles: As correntes marítimas locais possuíam
uma temperatura substancialmente mais fria que as temperaturas
normais das águas da costa brasileira (atualmente
esse fenômeno é conhecido como ressurgência).
Os ventos constantes eram, também, muito mais frios
do que no resto do litoral, dando a impressão de
que a temperatura local fosse mais baixa do que realmente
era.
As condições do tempo mudavam rapidamente
no local, passando subitamente de um dia ensolarado para
um dia nublado, com alta possibilidade de formação
de nevoeiro e, em alguns casos, agitando o mar.
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